Quem conduz o grupo
Ogan Luciano
Filho de Omolu, do Candomblé de nação Ketu, o Ogan Luciano fez santo porque havia feito uma promessa. Ele então atravessou um problema sério de saúde e ficou entre a vida e a morte, mas, no entanto, saiu sem nenhuma sequela, uma bênção que ele credita aos Orixás. Desde então, devolve essa gratidão em forma de trabalho.
Portanto, esse trabalho também é luta: contra a intolerância religiosa, em projetos com a prefeitura e em eventos culturais que levam o Candomblé para fora do terreiro.
Inclusive, num movimento contra a intolerância religiosa, foi convidado a cantar dentro de uma igreja católica.
E daí nasceu a Cia de Ogans
Em 2005, ele começou dando aulas de atabaque enquanto sua esposa, Adriana, ensinava a dança dos Orixás. Já naquela época a escola se chamava Cia de Ogans, ou seja, o nome nasceu junto com os primeiros alunos.
Então, aos poucos, as ideias foram fluindo. Em 2022, por exemplo, gravamos algumas faixas em estúdio só para registrar o que fazíamos. Assim, como a aceitação foi muito boa, gravamos mais. Depois mais ainda. Foi assim que, em 2023, chegamos ao palco: teatros, casas de show e eventos por São Paulo e além.
Hoje a Cia de Ogans é um grupo cheio e unido, mas, sobretudo, um grupo de amigos. Enquanto isso, o Luciano segue fazendo as duas coisas que nunca deixou de fazer: ensinar atabaque e tocar.